Níveis de RAID

Posted By , May 7th, 2018

Uma dúvida muito frequente para quem está iniciando na T.I., ou para os que querem se aprofundar na área de servidores, é o gerenciamento de RAID. Decidi então escrever este artigo para simplificar o entendimento.

O RAID – Redundant Array of Independent Disks – é uma tecnologia que modifica o modo como os discos rígidos ou sólidos irão trabalhar, a fim de obter determinada vantagem, como por exemplo: redundância ou desempenho.

Um pouco complicado? Vamos começar na prática para simplificar um pouco.

RAID 0 – Também conhecido por stripping de dados. Este RAID combina dois ou mais discos para aumentar o desempenho de leitura e escrita.

Exemplo: Tenho 2 discos em meu equipamento, ambos de 500GB. Com o RAID 0, metade dos arquivos que eu copiar será gravado em um disco e a outra metade em outro. Além disso, o sistema operacional vai reconhecer como um volume de 1TB ao invés de 2 discos de 500GB. Logo, quanto mais discos eu colocar, mais desempenho de I/O (input e output) ele terá, porém, se um dos discos falhar, todos os dados serão perdidos.

Veja na imagem abaixo que os dados são gravados em ordem, um no disco 1 e outro no disco 2, e assim consecutivamente…

MGM03 1 of 4 | OUTCERT

 

RAID 1 – Também conhecido por mirroring de dados. Este RAID combina 2 discos, sempre em pares, nem mais nem menos.

Exemplo: Tenho 2 discos, ambos de 500GB de capacidade. Com o RAID 1, quando copiarmos algum arquivo para o volume, ele será automaticamente copiado para os dois discos. O desempenho irá diminuir um pouco por conta disso, porém, caso um dos discos falhe, teremos uma cópia idêntica que irá assumir automaticamente. Não confundam isso com um back-up, pois se deletarmos um arquivo do volume, ele será deletado no outro disco também. O volume que o sistema irá reconhecer é de 500GB, mesmo com 2 discos.

Veja na imagem abaixo que o mesmo dado é gravado no disco 1 e também no disco 2.

 

MGM03 2 of 4 | OUTCERT

 

RAID 5 – O RAID mais complicado de entender no começo. Este RAID fornece redundância e desempenho.

 

Exemplo: Tenho 3 discos de 500GB de capacidade. Com RAID 5, os dados serão distribuídos um pouco em cada disco (similar ao RAID 0), aumentando o desempenho, porém, 1/númerodediscos será usado para gravar um bit de paridade, usado em um cálculo quando um disco for perdido, fornecendo redundância. Como temos 3 discos, 1/3 de cada disco será usado para paridade. Se tivéssemos 4 discos, seria 1/4 de cada disco. Neste caso, então, o volume que o sistema operacional iria reconhecer é de 1TB, visto que tiramos 1/3 de cada disco que totaliza 500GB. Sempre que 1 disco cai, é notável a perda de desempenho, porque ao mesmo tempo que um dado é buscado ou gravado, o processador fica a todo tempo calculando para descobrir o bit que completa o dado acessado.

Veja na imagem abaixo que a parte em laranja é um bit de paridade que é usado para cálculo e recuperação de dados.

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RAID 10 – Também conhecido por RAID 1+0, pois na verdade ele é a junção dos dois RAID’s 1 e 0, fornecendo desempenho e redundância.

Exemplo: Tenho 4 discos de 500GB ligados em RAID 10. Preciso ter exatamente 4 discos ou mais para que essa configuração funcione (adicionando sempre em pares por conta do RAID 1). Sempre vou ter blocos de 2 discos ligados em RAID 1 e depois ligamos todos os volumes de RAID 1 em um grande RAID 0. Neste caso teria 2 discos de 500GB em RAID 1, formando um volume de 500GB. Depois, teria mais um RAID 1 com 2 discos de 500GB formando um volume de 500GB. E então, ligamos esses 2 volumes de 500GB em um RAID 0, formando um volume de 1TB que será reconhecido pelo sistema.

Veja na figura abaixo a representação deste RAID:

MGM03 4 of 4 | OUTCERT

Se você ficou com alguma dúvida em algum dos níveis, clique aqui e veja o vídeo que gravei explicando este conteúdo.

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